Do fechamento mensal à consultoria fiscal: comandos que devolvem tempo pro contador parar de ser digitador de guia.

Cole, troque os campos entre colchetes pelos dados do seu escritório e rode. O 11º é o que muda o jogo, leia até o fim.


1. Triagem inteligente do cliente novo antes de assumir a carteira

Use quando receber indicação ou cliente novo e quiser entender o tamanho da encrenca antes de fechar honorário.

`Atue como contador sênior fazendo due diligence de cliente novo. A partir das informações do cliente — [regime tributário atual, faturamento médio, número de funcionários, setor, sistema usado, situação fiscal declarada] — me entregue uma análise estruturada em 5 blocos:

(i) Risco fiscal aparente: pontos de atenção com base no regime e setor (ex: ICMS-ST, retenções, atividade-fim x atividade-meio); (ii) Possível passivo escondido: o que normalmente aparece depois nesse perfil de cliente (multas, parcelamentos, débitos não declarados); (iii) Complexidade operacional real: quanto tempo/mês esse cliente vai consumir do escritório, considerando volume de NFs, folha, obrigações acessórias; (iv) Faixa de honorário sugerida: comparada ao mercado pro perfil, com justificativa pra cobrar acima da média se for o caso; (v) Red flags pra recusar o cliente: o que indica que ele vai dar mais prejuízo do que receita, mesmo pagando bem.

Sem suavizar. Quero ver onde vou apanhar antes de assinar contrato.`


2. Análise do regime tributário ideal (com cenário comparativo real)

Use quando o cliente perguntar "Simples ou Lucro Presumido?" e você não quiser responder no chute.

`Pra empresa de [setor / CNAE], com faturamento anual de [valor], folha de pagamento de [valor mensal], margem de lucro real de aproximadamente [%], e compras com crédito de [com/sem crédito de ICMS/PIS/COFINS], faça análise comparativa entre os 3 regimes tributários aplicáveis.

Pra cada regime (Simples Nacional, Lucro Presumido, Lucro Real), me entregue:

(i) Carga tributária total estimada (federal + estadual + municipal), considerando o anexo correto do Simples se aplicável; (ii) Obrigações acessórias específicas e custo operacional pro escritório atendê-las; (iii) Cenário de break-even: a partir de qual faturamento ou margem o regime deixa de ser vantajoso; (iv) Riscos de fiscalização específicos do regime; (v) Quando vale antecipar mudança de regime no próximo ano-calendário.

Apresente em quadro comparativo, com recomendação clara e justificada — não "depende do caso".`


3. Checklist de fechamento mensal sem perder obrigação acessória

Use quando quiser parar de descobrir no dia 25 que esqueceu de transmitir alguma coisa do dia 15.

`Pra escritório contábil que atende empresas no [Simples Nacional / Lucro Presumido / Lucro Real] do [setor], construa o checklist completo de fechamento mensal organizado por ordem cronológica de prazo, do dia 1 ao dia 30 do mês seguinte.

Pra cada obrigação: (i) Nome da obrigação e órgão (federal, estadual, municipal); (ii) Dia exato de vencimento; (iii) Documentos/relatórios necessários pra gerar a obrigação; (iv) Sistema em que se transmite; (v) Multa por atraso e pelo descumprimento (valor ou %); (vi) Sinal de erro mais comum nessa obrigação específica (algo que costuma travar depois).

Quero formato de planilha imprimível, com coluna pra marcar quem fez, quando, e validação dupla pras obrigações de alto risco (DCTF, EFD-Reinf, eSocial S-1210, ECD/ECF).`


4. Explique imposto em linguagem que o cliente entende

Use quando o cliente perguntar "por que esse mês veio mais imposto" e você cansar de explicar a mesma coisa três vezes.

`Pra cliente de [setor] em regime [Simples/LP/LR], reescreva a explicação do imposto [DAS / IRPJ / CSLL / PIS / COFINS / ICMS / ISS] em 3 versões, conforme o perfil:

(i) Versão "dono que odeia número": 4 linhas, analogia simples, foco no que ele faz no dia a dia que afeta esse imposto; (ii) Versão "dono curioso que quer entender": 8 linhas, explicação da base de cálculo e da alíquota, com exemplo numérico do próprio mês; (iii) Versão técnica pra ele apresentar ao sócio CFO ou consultor externo: parecer estruturado, com fundamento legal e ressalvas necessárias.

Linguagem clara, sem termo técnico não explicado. Termine cada versão com "o que ele pode fazer pra pagar menos no próximo mês" — quando aplicável, e respeitando a legalidade.`


5. Cobrança de honorário em atraso sem queimar relação