De fragmentação acumulada por implementações sem padrão a uma jornada consistente com referência reutilizável para o time de engenharia.
Papel: Product Designer Contribuição: Diagnóstico heurístico, definição de fundamentos visuais, redesign da jornada de venda, colaboração técnica com engenharia Ano: 2023 Plataforma: Web (sistema interno B2B)
O sistema funcionava, mas sua base era frágil. Cada nova funcionalidade era implementada sem um padrão compartilhado, acumulando inconsistências visuais e comportamentais. Componentes semelhantes recebiam tratamentos diferentes, a hierarquia entre ações variava de tela para tela e termos técnicos do mercado de seguros dificultavam o uso da ferramenta por quem a operava diariamente.
Essa abordagem favorecia entregas rápidas no curto prazo, mas comprometia a evolução do produto. Com a expansão planejada do portfólio, cada nova funcionalidade ampliaria a dívida de experiência e aumentaria o custo de manutenção.
O problema deixou de ser percebido apenas pelo time de design: gestores e consultores passaram a apontar a qualidade da interface como uma barreira. Em uma ferramenta B2B de uso obrigatório, esse tipo de feedback é um forte indicativo de que a fricção já impactava a operação.
Atuei como único designer do projeto, definindo fundamentos visuais, conduzindo o redesign das telas e validando viabilidade técnica com o time de engenharia ao longo do processo.
As restrições eram concretas:
O desafio organizacional foi de enquadramento. A conversa inicial com stakeholders girava em torno de percepção estética. Conduzi o reframe para custo operacional: sem referência visual estabelecida, cada nova entrega do time de engenharia exigia decisões visuais do zero. A escala do portfólio tornava esse custo recorrente cada vez maior.