A palavra "evangelho" chegou ao primeiro século carregada de dois sentidos. Entre os judeus, ela anunciava a vitória escatológica de Deus sobre o mal e a restauração de Israel. No vocabulário do Império Romano, a mesma palavra anunciava a ascensão de um novo imperador. Quando os primeiros cristãos disseram que o evangelho era Jesus Cristo, estavam desafiando as duas narrativas ao mesmo tempo.
Vivemos em uma época em que a palavra "evangelho" aparece o tempo todo em postagens, sermões, livros, título de eventos e conversas cristãs, embora nem sempre seja utilizada com o mesmo significado. Em muitos contextos ela foi reduzida a uma mensagem sobre a salvação individual ou a um conjunto de crenças fundamentais.
Precisamos então, buscar resgatar que o evangelho anunciado por Jesus é a boa notícia do Reino de Deus, inserida na história completa das Escrituras e orientada para a renovação de toda a criação. O evangelho deve ser o ponto de partida e a realidade controladora de todo o nosso pensamento.