Um resumo
Numerosos estudos demonstram que os médicos, em geral, não são muito eficazes em educar seus pacientes ou motivá-los a adotar comportamentos saudáveis. A maioria dos pacientes com doença crônica não recorda elementos importantes de suas recomendações de tratamento e, em geral, os pacientes compreendem apenas cerca de 50% das informações que lhes são apresentadas. A não aderência do paciente à medicação ou a modificação do estilo de vida chegam a 74%.
O Breve Planejamento de Ações, que tem sua base nos princípios e práticas da entrevista motivacional, serve para ajudar os profissionais de saúde a se tornarem mais eficiente e eficazes na educação dos pacientes, com maior capacidade de incentivar comportamentos de saúde mais adaptativos.
Pacientes que ativamente autogerem a sua própria doença experimentam melhores resultados de saúde. Ao apoiar a autogestão do paciente, o médico deixa de lado o papel da medicina tradicional de dizer ao paciente o que ele deve fazer e sim compartilha informações com o paciente e, em seguida, pergunta ao paciente o que ele quer ou está disposto a fazer.
Esta abordagem é geralmente muito mais eficaz para motivar a mudança positiva de comportamento de saúde e adesão do que a abordagem mais tradicional paternalista. Confronto e abordagens autoritárias para a mudança de comportamento tendem a construir resistência e são muitas vezes contraproducentes especialmente em pacientes com comportamentos não saudáveis persistentes.
Permitir aos pacientes a liberdade de trabalhar em o que é importante para eles aumenta a auto eficácia do paciente, o que, em longo prazo, é o fator mais importante na adoção de estilos de vida e comportamentos saudáveis consistentes com o autocuidado ideal.