“Há algo de estranho em mim que o mundo insiste em chamar de loucura. Talvez seja porque encontro mais verdade no silêncio das florestas do que no ruído das multidões. Talvez porque eu contemple o céu noturno como quem observa um antigo manuscrito, procurando respostas escritas entre as estrelas.”
“Amo este mundo com uma intensidade que poucos compreenderiam. Amo a chuva que repousa sobre a terra cansada, o vento que atravessa os campos sem pedir permissão, os rios que seguem seu destino sem jamais olhar para trás. Em cada detalhe da natureza encontro uma beleza tão profunda que, por vezes, chega a doer.”
“E ainda assim, apesar de todo esse amor pela existência, existe um receio que habita meu coração. O desejo de amar alguém caminha ao lado do medo de ser destruído por esse mesmo sentimento. Porque o amor é uma das mais belas criações da vida, mas também uma das mais cruéis. Ele ergue catedrais dentro da alma e, quando parte, deixa apenas ruínas.”
“Por isso caminho sozinho. Não por desprezar as pessoas, mas porque já testemunhei promessas transformarem-se em lembranças e sentimentos eternos dissolverem-se como névoa ao amanhecer. Aprendi que os corações mais sinceros costumam carregar as cicatrizes mais profundas.”
“Então permaneço entre sonhos e dúvidas, admirando a beleza de um mundo que parece não me compreender. Um estranho. Um observador. Um homem que sente demais em uma época que sente de menos. Alguém que ainda acredita no amor, mas que teme o preço que ele exige daqueles que se entregam por completo.”