Cara, esse de todos os meus poemas, é o mais criativo e denso que já fiz, com toda certeza, inclusive, PRESTE MUITA ATENÇÃO nos textos em verde se tiver branco e verde na mesma palavra, aviso como amigo e autor. Bom… Se encharque de musgo! ☆

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O silêncio parte após um amor molhado em lilás de manacás, E me transborda uma caricatura distorcida em maracaxás. Que me força a engolir criatividade, até eu devorar como um tamanduá. E sufoca em musgos, crescendo aos poucos. Até eu me consumir por inteiro, e virar uma rocha musgosa Encharcada em paletas opostas, e misturando-se em quente e frio, Amarelo e azul, Pegajosa. Como minha criatividade, a definição perfeita, Qual xaropes de calor gélido. Ou chás?

As mãos costuradas em musgo, Mãos essas, que criaram rizoides no pincel, Me fazendo passar noites em claro, Até rasgo, E não sai uma pincelada. Cada esboço falho, amassado, cuspido, Me entope de um verde-musgo escondido. Sob desejos ensopados em pincel partido, Pincel passado em pedra suja de chuva. Encardido?

Dentre as belas e viscerais chuvas verdes lunares em meu quadro: Eu: Calo-me na cela velha e repleta de verde da arte. De leite? Silencio-me nos pincéis devorados em pelos mortíferos. Emudeço-me em meu prazer cromático contaminado cercado em carnívoros. Como os agrados se tornam o desagrado em segundos, por que os tornar aquíferos? Com as seivas repletas de tinta musguenta sussurrando até se tornarem odorosos. Um desagrado que também é repleto de musgo-irlandês, e um agrado de sol indigo. Cercado por matinês escurecidas por chá verde chinês. Pavoroso deleite?

Em que dia a caricatura distorcida em pelos verdes tintos de seiva empatizará? Em que semana a criatividade dormindo em asfaltos muscosos despertará? Quando o musgar tintorial e psicodélico repousará? Por que manifestou-se a grama rala em tons âmbar? Lamentará? Um cromatismo flexível, será? Musgará?

Me consumo acompanhado de um pincel tingido de um azul-lua, Encoberto de girassois amarelo-açafrão a cada pincelada botânica. Pincelada botânica essa, repleta de muco verde. Ou eco verde? Depois de pincelar a hepática que arde, com os lábios salivando briófitas desverdes. Só resta o encorujar verde berrante adiante, De uma coruja de olhos palpebrados amarelo fluorescente, E penas maleáveis e rijas azul-safira. Que se misturam os tons, e se torna: Verdejante.

O carmesim come um silêncio de pântano, E se engasgou como profano. Fermentou um tom escuro e úmido de um ano: O marrom. Marrom esse de carvalho, Engolido de verde-sálvia em seus talhos. Resta a textura de carpete aveludado e afogado em salinas de alho. Não há mais tons âmbar; Não há mais sol indigo; Não há mais azul-lua; E não há mais amarelo-açafrão. Quente e frio musgaram, para sempre. Apenas marrom esverdeado e musgo. São retalhos?